O que é ser livre, afinal?

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Por Liana Netto

Em mais uma das “aulas” surpresas em meu trabalho, eis que me deparo com uma mente brilhante. Não, não é um intelectual, filósofo, cientista ou coisa parecida. Por mais interessante que possa parecer ao leitor, que sabe com que tom de ironia estou escrevendo essa palavra, essa pessoa é um advogado. Sim, Presidente do Conselho de Meio Ambiente (MEIO AMBIENTE!!!!) da OAB (!!!!) em minha cidade, no mínimo, interessantíssimo. Advogado e “ambientalista” (sim, mas que fique bem claro, ele não é ambientalista nos termos da esquerda que grita: green is the new red!). Vou manter o nome em sigilo, pois a entrevista foi gravada para uma aula na universidade (privada) em que atuo e não está disponível para download (o que é uma pena, pois somente nossos alunos tiveram acesso)!!!

Assisti com lágrimas de emoção nos olhos, tão feliz e cheia de esperanças fiquei! Imagine, advogado, “ambientalista” e professor (de direita!) no meio acadêmico… é muita emoção! Bom, pra começar, ele recomenda, logo no início, a leitura do livro A Lei de Frédéric Bastiat (disponível aqui) e termina dizendo que as leis são instrumentos de opressão contra o cidadão. Aplausos! Aqui você já pode ter uma ideia do que vou relatar! Espere, continue lendo, estou apenas começando…

É comprido o que vou escrever a respeito de tudo (simplesmente tudo) que ele defendeu e que assino embaixo, mesmo apesar dele se considerar um libertário e eu, uma conservadora! Para quem não sabe, conservadores gostam de conservar aquilo que é bom, que não precisa de mudanças e que mudanças devem ser graduais, no sentido de evolução, prudentemente, e deve se dar de forma não-violenta ou abrupta!

Ele diz: “o direito do cidadão é pleno, não precisa de leis” e acaba por citar um dos exemplos mais esdrúxulos de legislação (opressora), os direitos dos animais (mais aplausos, por favor!), com que a legislação pune muito mais severamente do que qualquer crime contra qualquer ser humano (impressionante!) aquele que os transgride. Isso, claro, segundo ele (e eu concordo) culpa das ideologias que, a nível mundial, tem deteriorado e contribuído para a destruição da raça humana, dividindo-a em pequenas classes, fazendo com que umas odeiem outras. “É preocupante”, diz ele e há que se concordar, essa criação artificial de classes ou de lutas de classes é mesmo enfadonha e desestabilizante. Ninguém quer isso, então, por quê exatamente se briga por isso? A quem interessa esse jogo? Nem preciso responder… a quem entendeu minha ironia desde o começo do texto: palmas! Odiadores, porém, odiarão.

Agora, entrando no assunto sustentabilidade (a razão da entrevista com o ilustre Senhor Professor – com letra maiúscula, claro, ele tem TODO o meu respeito). Faço das palavras dele, as minhas, a meu modo e no meu tom: como é que um cidadão mora em uma casa sem querer preservá-la e, desejando preservá-la deixa de morar nela para torná-la mais bonita? Há. Você aí, espero que tenha entendido. COMO É QUE SE MORA EM UM LUGAR SEM USUFRUIR DE SEUS BENEFÍCIOS???? OU ENTÃO, COMO É QUE SE USUFRUI DOS BENEFÍCIOS DE ONDE SE MORA, DESTRUINDO A SUA CASA???? OU AINDA, COMO É QUE SE PRESERVA SUA CASA SEM TER ONDE MORAR????  Não faz sentido, não é mesmo? Então, como pode o ser humano racional não parar para pensar em suas atitudes predadoras ou deixar de usufruir da terra para deixá-la mais agradável? Perdeu-se a capacidade de pensar? De agir responsavelmente? Precisamos MESMO de extremismos? De governos totalitários para te dizer o que deve ou não ser feito? A sustentabilidade é necessária, mas ela não acontecerá aos moldes ambientalistas para fins de luta ideológica. Ela tampouco se dará deixando viver a planta em detrimento de sua própria vida. Sejamos racionais, por favor! É o mínimo para a preservação da espécie (a nossa)!

Usarei as palavras dele agora: “Algumas pessoas não entendem que preservar também é usar a ‘casa’, a preocupação maior deve ser a da preservação do homem e não a da ‘casa’, não há como não usar a ‘casa’ só para deixá-la mais bonita! As legislações visando a não utilização da ‘casa’ não serve ao homem, o que deveria ser primordial!”

O meio em que vivemos estará sempre em constante transformação e evolução, não há como parar a natureza! Hoje, há uma grande e grave crise do conhecimento (parafraseando ele), fala-se de aquecimento global, resfriamento global, aquecimento global, resfriamento global… não sei se rio ou se choro… essas notícias alarmistas sempre começam na Rússia, por quê será, né? Entendedores entenderão. Mas enfim, sim, a climatologia explica: esses aquecimentos e resfriamentos são cíclicos (+- de 30 em  30 anos). Ponto final. Em relação ainda à essa capacidade de “auto-reconstrução” e “cura” da natureza, ela é verídica, lide com isso. Eu, graças ao Bom Deus, aprendi isso na universidade com bons doutores. Não fui doutrinada marxistamente (UFA!)!!!! E minha graduação é: tecnologia ambiental em universidade federal! Acredite se puder ou quiser!

Excesso de lei não favorece o cidadão, mas o Estado apenas! O Estado NADA fará por você que VOCÊ não possa fazer, muito pelo contrário! Somente você pode fazer por você mesmo! Mais Estado, é totalitarismo e não conquista, não é cultura, não é progresso… é retrocesso. O Estado que tolhe a liberdade do ser humano não deve ser tido como natural ou cultural! O que é ser livre, afinal? O que é ser livre para você? Pausa: ele faz outra recomendação! O Homem Medíocre (também disponível aqui), de José Ingenieros, 1900.

Você crê que Estado e grandes empresas (coloque aí grandes bancos também) não trabalham juntos? Um em prol do outro? Um dentro do outro? Sim, não seja mais um ingênuo, por favor. Esses três são uma coisa só, #tudojuntoemisturado, ou como queira. Um faz o outro. Ponto final. De novo. Mas, o que isso tudo tem com sustentabilidade? TUDO! O meio ambiente está sendo usado como arma política e nada democrática (também, além de gayzismo, feminismo, culturalismo, etc, que serão melhor explicados em artigos posteriores) para nos tirar a liberdade, agora palavras minhas: a burocracia do Estado para “quebrar” empresas privadas tem, de fato, trabalhado ardentemente dia e noite. Essa mesma empresa que gera lucros capitalistas ou não (se não sabe a diferença, vá aprender sobre o que é empreendedorismo e capitalismo), também gera renda, emprego e contribui para o “enriquecimento” do Estado. Coloquei entre aspas, pois isso é muito superficial, não sou economista, mas leio um bocado. Logo, logo o custo de todas as brincadeiras do Estado-babá vai chegar às nossas contas.

Falando em liberdade, ele passou pelo direito de legítima defesa (armamento civil), de defesa de sua casa, de sua família, direito de escolha, direito de crença, direito dos pais sobre os filhos, inclusive, tocou no assunto homeschooling (AMO!), mais aplausos, e de que possamos ter a liberdade para transmitir tais crenças, valores e princípios aos nossos filhos sem a interferência de terceiros (Estado) na educação de nossos filhos. A ciência, diz ele, é apenas um norte, a educação não é escola e diploma ou bacharelado são doutrinação e não educação. Diz mais: “o ser humano precisa aprender o que é ser humano, a legislação ambiental é autoritária e o direito natural do homem sempre existiu”, e acrescenta: “se o homem não pensa, não adianta fazer nada.” Palmas para o Doutor, nosso país (ainda) tem futuro!

Mudando um pouco o rumo da conversa, passemos à democracia. O que é democracia para você? Vivemos um momento perigoso para a democracia, atualmente, aqui no Brasil. O Estado gera a insegurança e não pretende nos defender, apenas vigiar. Não os bandidos, mas nós cidadãos de bem e segundo palavras do Professor: “manifestantes foram plantados pelo governo para fazer terrorismo e nós não estamos indo por um bom caminho!”

Há quem vá dizer que ele (ou mesmo eu) fez do assunto uma salada, uma “mistureba” de coisas, mas não há assunto aqui que não seja relacionado direta ou indiretamente ao outro. E lembrem-se, crianças: sem liberdade não há Paz!

Paz e Bem a todos!

Beijos, fui! 😉

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