SERÁ QUE EU SOU CARENTE?

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Tempos atrás numa conversa entre amigos falávamos sobre relacionamentos afetivos entre casais, amigos, parentes, e essa questão veio à tona – o que de fato define se uma pessoa é ou não carente afetivamente?

As mulheres sempre foram tachadas como as maiores vítimas desse mal, mas a verdade é que em diferentes graus homens e mulheres são carentes em algum momento de suas vidas.

O ponto de início desse problema, é que a pessoa carente afetivamente se orienta e se organiza na vida, em função do relacionamento afetivo em que ela está vivendo, quando na verdade seria mais seguro se vivesse o relacionamento com base em seu próprio sentido de vida e vocação.

Sabemos que, quando não nos conhecemos verdadeiramente temos a infeliz tendência de colocar os outros em primeiro lugar, e ficamos mais dispostos a abrir mão dos nossos desejos, valores e até da identidade que Deus nos deu, nos tornando assim uma extensão do objeto amado, assumindo como nossos os traços da personalidade do outro.

Quase sempre é possível afirmar que a causa de agir assim não tem ligação com o hoje, mas sim com o ontem.

O passado afetivo da primeira infância é muito importante, é onde são formados os primeiros conceitos afetivos de amor, carinho, proteção e segurança.

A pessoa que recebeu menos carinho do que precisava quando era criança, tem a tendência a ser mais solícita com os outros, agindo sempre no excesso, dando sempre mais do que lhe é pedido. Isso tudo é feito sem que ela note, mas é um mecanismo usado para suprir a necessidade que sente.

A mulher que sofre dessa dependência afetiva não foi amada o suficiente e por isso não aprendeu a amar de maneira saudável, por isso ela sempre comete os mesmos erros: tem muito medo de ser abandonada, faz de tudo para evitar que seus relacionamentos acabem, tem a tendência de idealizar pessoas e situações, e por isso quase sempre acaba se envolvendo com pessoas cuja vida emocional também é incerta e sofrida.

Então o que fazer e por onde começar?

Há um diálogo na Bíblia entre Jesus e seus discípulos onde o Mestre os questiona: “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc 8,27).

Nesse diálogo Jesus quer provocar neles o sentido de Identidade e Objetividade, quer fazer eles refletirem por si próprios quem é Aquele que vos fala.

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Antes eles só ouviam dizer sobre quem era Jesus, pois cada povo tinha sua opinião, uns diziam que era Elias, outros que era algum dos profetas. Com essa pergunta Jesus inicia um processo de profundidade com seus discípulos, se revelando e fazendo-os ver quem realmente Ele é.

Assim devemos começar para curar as nossas carências, conhecendo realmente quem somos, como Jesus fez com os Seus discípulos Se revelando a eles.

Comece um processo de olhar para dentro, existem meios eficazes que podem ajudar você a percorrer o seu íntimo. A Igreja como mãe tem vários métodos para isso, e a psicologia também tem os seus.
Não tenha medo de encontrar coisas que não lhe agrade, elas certamente irão aparecer, e nesse momento você precisa acolher e assumir essa realidade.

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A base para qualquer relacionamento sadio começa com a aceitação de si mesmo, do jeito que somos hoje com qualidades, mas também com limitações. Só depois de dar esse passo você estará pronto para a transformação, que a fé e a Graça podem operar em você.

Cremos em um Deus que, ao nos chamar à vida, nos fez único e irrepetível, dotado de personalidade e de identidade, não podemos delegar isso, vivendo como se fossemos a sombra de alguém.

Todos nós em algum momento da vida temos carências e vazios, mas não podemos viver esperando que os outros venham suprir todos as nossas necessidades de afeto.

É importante estar alerta se nossos relacionamentos atuais estão construídos em bases firmes como: respeito, transparência e valorização dos dons e características particulares de cada um.

Não se esqueça da liberdade concedida aos nossos primeiros pais, Adão e Eva, receberam de Deus esse presente e de lá para cá quantas vezes erramos fazendo mal uso de tão grande Graça.

O amor de Deus é livre e não aprisiona, essa liberdade que Ele nos deu é para amar o outro, ainda que sempre amemos de maneira imperfeita, porque só Ele ama de maneira perfeita e somente N’ele todas as nossas carência serão preenchidas.

Lembre-se sempre: Pessoa carente não ama, faz refém.

DEUS é Bom!

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