Encontrando propósito na solteirice – Parte I

 

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O assunto ”solteirice” está sempre tão vivo entre mulheres solteiras vocacionadas ao matrimônio, e é algo a respeito do qual sempre temos muito a conversar.  Mas é tão duro se dar conta de que nós nos amarguramos tanto e torcemos o nariz quando falamos a respeito disso. Com tantas emoções envolvidas, temos dificuldade em entender que a solteirice não é um fim em si mesmo, e que temos muitas coisas preciosas a aprender e a cultivar nesse tempo.

Essa série não é uma das intermináveis listas de fórmulas para lidar com essa ”coisa solitária e sem cor” chamada solteirice. Primeiro porque, hoje, eu não acredito e nem olho para esse período das nossas vidas como algo problemático, uma batata quente da qual precisamos nos livrar [as soon as possible]. Segundo, porque qualquer coisa que queira nos vender uma ”solução definitiva” para o que encaramos como problema é, no mínimo, suspeito.

Elisabeth Elliot, uma autora cristã de quem gosto muito em suas temáticas femininas, escreveu:

”A vida de solteira pode ser apenas uma etapa da vida, mas até mesmo uma etapa é um presente […]. O presente para o dia de hoje. A vida de fé é vivida um dia de cada vez, e isso tem que ser vivido sem que estejamos sempre ansiando por algo que está lá na frente, como se a vida real estivesse apenas na próxima esquina. Somos responsáveis apenas pelo hoje. O amanhã ainda pertence a Deus.”

Como é comum entre nós, moças,  o sofrimento pela demora (aos nossos olhos) em ”encontrar alguém”, a apreensão, a urgência em se livrar do status de solteira. Como se a nossa vida só fosse acontecer mesmo quando deixássemos de ser solteiras, como se até agora ela tivesse estado em um mero modo stand by, esperando por alguém que possa vir e nos salvar desse peso de solteirice…

Eu não preciso nem continuar para fazer você perceber como isso soa desordenado, não é?

A primeira coisa que precisamos saber é que ser solteira não é, em si mesmo, um problema. O problemática aqui é a nossa atitude diante dessa realidade. A nossa ansiedade, apreensão e sofrimento pelo que ainda não nos pertence, um sinal clássico de almas que não confiam em Deus completamente.

Toda nossa agitação interior, no fim das contas, não pode fazer nada por nós a não ser nos privar dos benefícios inestimáveis que poderíamos encontrar nesse tempo se adotássemos uma postura mais saudável, com mais foco no presente e nas ricas experiências que ele tem para nos oferecer.

No último ano tenho me dedicado de forma especial ao assunto solteirice. Com a ajuda de Deus, da Santíssima Virgem, de conselhos espirituais, de boas amizades e boas leiturasa tenho me aprofundado em tudo de valioso que descobri que esse tempo guarda para nós. Vamos, então, conversar nessa série sobre esse assunto que assombra tantas de nós.  Por incrível que pareça, ele não é esse bicho todo de sete cabeças e não existe apenas para ”nos fazer sofrer a espera”, ao contrário do que muitas de nós pensamos. A solteirice é um tempo de propósitos nobres, e eu te convido a se aprofundar neles junto comigo.

Precisamos voltar à nossa paz interior e adotar posturas mais saudáveis, enquanto voltamos a depositar a nossa confiança em Deus, que está cuidando de tudo.

(continua…)

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