Para ter um ano novo

 

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A ideia de um novo ano inteirinho pela frente é uma das poucas coisas que encorajam tanto as pessoas e trazem a elas a ideia, ainda mais prazerosa, de que se pode começar do zero de novo.

Começar do zero nos nos esforços para rezar mais, para perder peso, para ser mais inteligente nos gastos, para ser menos rabugenta e mais compassiva e grata… é uma infinidade de recomeços que quase sempre acaba ficando pela metade do caminho logo nos primeiros meses do ano. E ficamos frustradas.

Com o passar dos anos tenho percebido como é fácil não sermos realistas nas nossas metas e naquilo que desejamos mudar, além de pouco práticas. Uma das melhores formas de arruinar os nossos objetivos antes mesmo de atingi-los, é traçar objetivos abstratos demais e em grande número.

Deixa eu te dar um exemplo:

”Este ano eu quero amar mais, sorrir mais, tirar notas melhores, perder peso, cultivar bons sentimentos, ser mais responsável, ajudar os outros, não brigar com as pessoas, ser melhor no meu trabalho…”

E poderia adicionar aqui várias outras coisas abstratas que frequentemente estão em nossas resoluções para o ano-novo. Com tudo isso não estou querendo dizer que não se pode almejar essas coisas, que são boas e muito desejáveis, mas que são, em si mesmas, vagas demais e difíceis de se concretizarem se não estabelecemos pequenos objetivos práticos para transformar a ideia em ação.

Por exemplo, no lugar de ”quero amar mais”, tomar nota do que amar significa de forma prática, que poderia ser: ”Dar esmola todas às terças-feiras ao senhorzinho que fica na porta da Igreja da minha paróquia”, ”Escolher tarefas em casa para fazer sem que minha mãe precise pedir ou cobrar”, ”Falar com Deus durante X minutos por dia”, ”Tirar uma peça de roupa do meu guarda-roupa todos os meses para doar”, e tantas outras coisas que caberiam aqui e que fazem parte da sua realidade e possibilidade de praticar.

Comentei também que o grande números de metas é outro fator que nos faz desistir no meio do caminho. Quando estamos começando qualquer coisa que seja, o mais inteligente é ir devagar, dividir as coisas em partes e seguir em frente por etapas, uma coisa de cada vez. Com as nossas resoluções de ano-novo não é diferente. É preciso que ajudemos a nós mesmas a não nos sobrecarregar, uma vez que conhecemos os nossos limites e sabemos até onde conseguimos ir. Podemos fazer isso estabelecendo um número limitado dessas metas, sabendo o quanto somos capazes de praticar diariamente sem nos perdermos ou ficarmos atoladas numa infinidade de ”lições de casa”.

O que sugiro é determinar três ou quatro metas (para o que o nosso foco não se disperse) e ao se atingir as metas, e de acordo com a necessidade e possibilidade de cada uma, adicionar novas metas no decorrer do ano.

Você já ouviu falar em Planner?

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Como o próprio nome sugere, está relacionado ao ato de planejar. Nesse caso, o planejamento do nosso ano. É uma espécie de agenda, em que você anota e organiza as tarefas do dia-a-dia, de modo que você pode colocar em perspectiva, por dia, semana ou mês, as coisas que você precisa fazer.

Planners, para mim, são a melhor forma de manter os nossos objetivos de ano novo acesos e vivos em nossas mentes, e de sermos constantemente recordadas do que nos dispusemos a fazer com 365 dias que o Senhor está entregando em nossas mãos outra vez.

Em 2018 eu estarei usando um Planner que ganhei do meu namorado, esse aqui abaixo:

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Ele é dividido em uma visão geral do mês: espaços pequenos, para anotações breves, um ”levantamento” do mês e do que será feito. E em dias: onde se pode anotar com detalhes as atividades e tarefas de cada dia.

Esse é o meu formato favorito, e é o que funciona melhor para mim.

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E qual é a minha sugestão?

No início do meu planner tem uma página de ”planejamento do ano”, que eu acredito vir como uma página única exatamente para nos ajudar a ser breves e objetivas no que aspiramos e desejamos realizar no decorrer do ano. Eu dividi essa página em três áreas principais:

-Espiritual

-Pessoal

-Profissional/Acadêmica

Para cada uma dessas áreas estou estabelecendo três objetivos principais, que serão o foco do meu esforço durante o ano, mais dois outros objetivos secundários para cada área, de modo que no fim tenho cinco objetivos em cada área. Os dois secundários quis deixar lá para o caso de conseguir atingir e finalizar os objetivos principais (se Deus quiser!) e não parar, já que sempre tem algo em que trabalhar na nossa vida.

Essa é uma sugestão, sendo que cada uma pode adaptar à sua realidade e possibilidade a forma como tratará de seus objetivos de ano novo.

O meu planner foi presente do meu namorado, e em papelarias e lojas relacionadas é possível encontrar planners físicos como esse. No entanto existem, disponíveis na internet, muitos e diferentes modelos de planners que você pode imprimir e utilizar, ou mesmo criar o seu próprio.

Qualquer que seja o meio utilizado para manter o progresso rumo às nossas metas, meu conselho é para que não nos empolguemos de maneira irracional (o que é muito fácil acontecer) e, achando que estabelecemos poucas metas diante da infinidade de coisas que precisamos alcançar, nos atolemos até o pescoço com uma lista imensa de metas que só de olhar já cansa. Nós sabemos por experiência que não é assim que as coisas funcionam, e que facilmente nos perdemos no meio do caminho e acabamos abandonando o que tínhamos estipulado com tanta determinação.

”Comece fazendo o que é indispensável, depois o que é possível, de repente você estará fazendo o impossível.”

(Atribuída a São Francisco de Assis)

Por outro lado, não tentar nem começar, achando tudo difícil demais, também não é uma opção. A Sagrada Escritura diz:

”Ele [Deus] faz o seu sol nascer sobre os maus e bons, e cair a chuva sobre os justos e injustos.”

(Mateus 5, 45)

Pode ser que talvez você se sinta tão desanimada e esgotada, que nem a ideia de um novo ano consegue te animar o suficiente para tentar mais uma vez. Mas eu gostaria de te dizer que Deus dá os seus dons a todos, e não é um Deus diferente para mim e para você. Ele faz o seu sol nascer sobre TODOS, e provê a todos os recursos necessários. Não fomos feitas para depender de nossas próprias forças, mas para que Deus seja a nossa força.

”Esquecendo o caminho percorrido e ansiando com todas as forças pelo que está à frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.”

(Filipenses 3, 13-14).

Espero que no decorrer de 2018 possamos compartilhar nossas histórias de progresso, de avanço em nossos propósitos, para que o nome de Cristo seja glorificado, como cantamos na noite de Natal, ”no mais alto dos céus”. Conte pra gente aqui nos comentários como estão suas expectativas e seus propósitos para o novo ano, e o que você está fazendo para alcançá-los.

Sou grata pelo ano que passamos juntas.

Em Cristo, por Maria Santíssima.

 

 

 

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